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sábado, 18 de janeiro de 2014

Fazendo as malas: o que levar na sua tão sonhada viagem?

A busca pela mala perfeita é sempre uma constante e, ao passar dos anos, vai sofrendo ajustes necessários

Uma das dúvidas mais recorrentes de quem vai viajar - seja em intercâmbio ou em férias da escola ou trabalho - é como arrumar uma mala completa, sem exageros.

Desde a minha "primeira grande viagem longe de casa", ainda na adolescência, quando passei quase uma semana em Natal (RN) na comemoração da minha formatura do Ensino Médio, tenho uma lista básica do que levar que, claro, foi se adaptando ao passar dos anos e dos roteiros.

No início, é natural levarmos mil e uma coisas, pensando nas mil e duas possibilidades que estão por vir, mas a realidade é que mais da metade das coisas fica intacta e, ao final de tudo, mal sobra espaço para trazer uma lembrancinha...

Na prática, quando estamos viajando, saímos cedo da acomodação (hotel/hostel/casa de família/casa de amigos) e só voltamos à noite, muito provavelmente para tomarmos banho e sairmos novamente. Assim, acredite: você NÃO vai usar todos os #looksdodia que gostaria e imaginou.

Tenha em mente: uma mala completa é a que leva o necessário.

Assim, dividi "A mala perfeita" em algumas categorias (não me julguem, sou metódica mesmo! rsrsrs). São elas:


1 - Saúde (medicamentos e afins)

  • Antitérmico, , analgésico, anti inflamatório, pomada para machucados (Ex: Gelol);
  •  Solução para lentes de contato, colírio, removedor de proteínas e estojo (E você aí achando que difícil é usar óculos, né?!);
  • Band-Aid, termômetro;
  • Medicamento que você use regularmente

OBS: Em caso de viagens ao exterior, os líquidos não podem estar em recipientes com maior capacidade que 100 ml e alguns medicamentos exigem receita médica.


2 - Higiene e limpeza
  • Algodão, cotonete, prendedor de cabelo
  • Shampoo, condicionador, creme de pentear, pente;
  • Sabonete facial, tônico, hidratante facial (com filtro solar)
  • Sabonete, hidratante p/corpo, perfume, desodorante;
  •  Hidratante para as mãos e para os pés, pedra pomes (sim, eu também achava frescura até sentir a real necessidade deles);
  • Escova, creme, enxaguante e fio dental;
  • Kit unhas (lixa, acetona, esmalte, alicate, tesourinha);
  • Absorvente; lenços íntimos, protetor diário;
  • Pinça e estojo de depilação.
Dicas: Alguns desses produtos você pode comprar assim que chegar ao seu destino, mas existem versões em miniatura no mercado que quebram o galho durante o mês inteiro. Particularmente, prefiro viajar com todas essas versões mini a ter que comprar na hora... Fica tudo organizado e você só repõe o que houver necessidade.

Ah ,aproveite os produtos que estão acabando, a exemplo do perfume (sim, você só precisa levar um para o dia a dia. Se quiser um "marcante" para a noite, invista nas amostras que muitas lojas de cosméticos oferecem. Seu perfume preferido custará MUITO menos no seu novo lar temporário, acredite!

Como no item anterior, líquidos devem estar em embalagens transparentes com capacidade igual ou inferior a 100 ml e objetos cortantes devem estar na mala a ser despachada.



3 - Maquiagem
  •  Primmer, base, corretivo, pó (se sua pele for boa, substitua tudo isso por um BB Cream. Prático, rápido e eficiente!);
  • Sombras (um quarteto com cores da sua preferência basta), rímel e lápis delineador para olhos (sugiro um preto e outro colorido);
  • Blush (as tonalidades de bronze e coral ficam bem em todas as peles e, a depender da intensidade, podem ser usados de dia ou à noite. Economia, minha gente!);
  • Delineador de lábios e batom (um nude rosado e outro mais escuro já estão de bom tamanho. Para uma cor nova, basta misturar);

4 - Para jamais esquecer
  •  Câmera fotográfica e celular (com fone e respectivos carregadores);
  • Livro de bolso (escolha o mais leve e engraçado que estiver na sua fila pessoal);
  • Caneta, bloquinho, pen drive.

5 - Roupas e sapatos (Antes de ler: existe lavanderia pelo mundo, ok?)

  •  1 par de chinelos (estilo Havaiannas);
  • 1 sandália de salto médio (Não, você não vai usar seu mega salto, desista));
  • 1 bota de salto baixo ou 1 tênis (sempre fico com a bota...);
  • 2 sapatilhas
  • 1 toalha
  • 3 calças jeans (uma você já vai usando);
  • 1 leeging;
  • 1 saia jeans
  • 2 shorts 
  • 1 jaqueta jeans
  • 2 casaquinhos de lã ou tecido mais quentinho;
  • 10 blusas ou camisetas (com mangas longas e curtas)
  • 10 roupas íntimas (calcinhas ou cuecas, para os meninos) e 3 sutiãs;
  • 4 pares de meias (acho que uns 6 para os meninos);
  • 2 roupas para dormir;
  • 2 vestidos soltinhos e um mais estruturado;
  • 2 cintos;
  • 1 guada-chuva pequeno e retrátil;
  • 1 mochila e 1 bolsa de mão.

6 - Acessórios

Brincos, colares, anéis, pulseiras... isso fica por conta do gosto de cada um. Quanto mais você levar, mais variado ficará o seu visual, mas isso não quer dizer que voê tenha que levar o armário inteiro! Aqui, a única coisa que recomendo é não levar joias, por motivos óbvios, né?!


Acho que é isso...   Lembrando que, claro, os tecidos e a quantidade devem ser adequados ao período e ao clima do local. Nunca viajei em época de inverno congelante (e isso está um pouco fora de cogitação), então não sei muito o que indicar a quem vai passar o inverno na Europa, por exemplo, ou nos EUA, que marcaram temperaturas de - 50º agora em janeiro...

 Entretanto,  os itens 1, 2, 3 e 4 vão comigo a qualquer destino, sempre!

Quem tiver alguma sugestão pode colocar aqui nos comentários. A busca pela mala perfeita ésempre constante...

Beijão e bom final de semana! :)

é 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Os táxis na Argentina e a lenda do "assalto a turistas"

Se você foi ou vai a Buenos Aires, certamente já ouviu inúmeras histórias sobre taxistas, sobretudo no que diz respeito ao repasse de notas falsas a turistas. Parece mentira, mas a primeira coisa que você ouve quando diz que vai a terras porteñas - até mesmo de quem nunca esteve lá - é: "Tenha cuidado! Taxista lá rouba todo mundo!"

Esse "boato" circula o mundo há quase duas décadas e, claro, como todo boato, tem sua razão de existir. Assim como todo mundo, fiquei com medo, arquitetei planos de fuga, anotei na agenda uns dez telefones de Rádio Táxi, procurei saber como eram feitas as notas falsas ... Enfim, incorporei a "lenda urbana portenha" e, ao chegar lá, vi que a realidade é bem diferente do que conta a nossa tão sábia internet.


Já no domingo, quando cheguei, minha hostmother agendou o táxi que me levaria à escola, pois eu tinha que chegar às 8h e não sabia o caminho até lá. Ela me garantiu que a empresa era de confiança e fiquei toda feliz quando vi que a mesma estava na minha lista de "Táxis seguros".

Às 7h20, o porteiro interfonou avisando a chegada do taxista. Desci e vi um senhor bem simpático me aguardando, que se apresentou como Juan e me perguntou onde desejava ir. Fomos conversando até a escola e, dentre outras coisas, perguntei se a lenda dos taxistas era verdadeira. Ele deu risada e me perguntou se eu estava com medo de que ele me roubasse! Procurei um buraco pra me enterrar já no primeiro dia, né?! Mas mantive a pose de jornalista (rsrsrs) e expliquei a situação.

Há mais de 42 mil táxis na capital argentina e a espera é menor que cinco minutos!
Ele me explicou (bastante desapontado) que, de fato, esses "golpes" aconteceram entre os anos de 1995 e 2003, quando havia muito fluxo turístico na cidade e alguns taxistas se aproveitavam da euforia dos turistas, adulterando taxímetros e até mesmo repassando notas falsas. Daí o motivo da lenda.

Ele me disse ainda que, por conta disso, os turistas são orientados a pegar apenas táxis cadastrados em empresas e evitar os táxis de rua, mas me fez o seguinte questionamento: "Sendo o taxista cadastrado ou não num rádio táxi, você anota a placa do carro, o nome do profissional e o telefone da empresa antes de entrar no veículo?"

Nem eu e, provavelmente, nem você.

Buenos Aires tem mais de 42 mil táxis legalizados circulando pela cidade (dentre rádio táxis e "livres"), todos na cor preta com faixas e informativos em amarelo. E lá os carros rodam sem ponto fixo, ou seja, você sequer demora mais que cinco minutos para conseguir um transporte. O que ele me orientou, de verdade, foi evitar as notas de $100 não pelo troco falso, mas pela escassez de notas pequenas mesmo.

Conheça as notas e moedas argentinas.
Fiz o que ele me recomendou e andei de táxi inúmeras vezes, livre da lista que havia feito e dos medos que a internet me causou. Quando informava o destino, perguntava se o lugar era legal, puxava papo mesmo. Afinal, queria treinar a todo custo meu espanhol, né?! E, assim, dei muitas risadas e ouvi várias histórias de profissionais que ralam diariamente para sobreviver num país em crise. Além de dicas ótimas de passeios, restaurantes e serviços para as minhas próximas visitas. :)

Ah, é bom anotar também as ruas transversais do seu destino. Diferente das cidades no Brasil, em Buenos Aires a direção dada ao motorista deve incluir a rua do local desejado e a mais próxima. Assim, o taxista saberá direitinho se localizar. Com essas informações, você também já pode ter uma base de quanto vai custar a corrida antes de sair de casa. Basta clicar aqui

Procure evitar as notas de $100
Posso ter tido sorte, claro, mas não me deparei com qualquer taxista malandro e acho que, tendo cautela (isso vale para qualquer lugar), não há motivos para tanto desespero. Minha recomendação é sempre andar com notas pequenas na carteira, saber as ruas que cruzam o seu destino e ter em mente que gentileza gera sempre gentileza. Aqui ou em qualquer lugar do mundo!

O único portenho trapaceiro da minha viagem foi um motorista de ônibus torcedor do River Plate, que me fez descer a DEZ quadras do Bombonera! Mas isso é assunto pra um post futuro...

Beijo!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Compartilhando experiências

Ontem fui convidada pela STB Aracaju a dar meu depoimento de intercambista na Reunião Pré-embarque Geral 2013/2, na qual a empresa reuniu todos os "viajantes" dos meses de dezembro 2013, janeiro e julho 2014 para dar orientações acerca da viagem em si, da documentação, da escola, das casas de família, da bagagem, dentre várias outras coisas essenciais na hora do tão sonhado "Vou ali e volto já!" :)

Parte da equipe da STB Aracaju


Embora nenhum dos estudantes tenha como destino a Argentina, foi interessante ver como, independente do destino, as dúvidas são as mesmas.  Ficava olhando a carinha de ansiedade dos pais e dos intercambistas a cada slide que o João - gerente de vendas - explicava, enquanto vinha um filme enorme de tudo o que eu já quis saber e do que pesquisei para que as coisas dessem certo.

Como a minha reunião pré-embarque foi individual, só ontem pude sentir o clima de ansiedade coletiva de quem viaja para outro país. Gente, é uma euforia só, coisa impressionante! Mas mais impressionante ainda são as dúvidas da galera: Dinheiro? Bagagem? Documentos? Todo mundo já sabia tudo! Dúvida mesmo era  quanto... às compras!!!  :)

Eram cinco minutos, maaaaas.... vocês sabem...

Depois das explicações de João, foi a minha vez de falar sobre o meu intercâmbio. Na verdade, foi a primeira vez que falei sobre isso em público, para pessoas que eu nunca tinha visto na vida! A cada palavra que eu falava, vinham as lembranças do meu primeiro dia em Buenos Aires, da escola, da minha hostmother, dos lugares que conheci, dos amigos com quem compartilhei dias de estudo e noites de baladas... Saudade demais, viu?!

Expliquei que, mesmo um intercâmbio de sucesso tem seus dias de "água fria", mas que isso jamais poderia tirar a música do ritmo. No fim, são os "atropelos" que dão emoção e fazem a gente rir na volta, né?!

No encerramento, teve essa delícia de brigadeiro de colher decoradinha. Fofa demais!

Brigadeiro de colher para amenizar a ansiedade dos novos intercambistas

Na próxima reunião, quem quer estar na plateia para ouvir as histórias do outro lado do mundo sou eu! Afinal de contas,  os novos planos estão a todo vapor!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

11 dicas para novos intercambistas

Essa semana recebi o título de intercambista do mês da STBAracaju (confira aqui!) e, dentre as perguntas que me fizeram estava a seguinte: "Que dicas você daria aos novos intercambistas?"

Bom, foi a primeira vez que viajei ao exterior, então minha experiência está só começando. No entanto, acho que algumas coisas são essenciais tanto na primeira como na vigésima viagem, e esse é o motivo do post de hoje.

A ideia era separar 10 dicas para os novos intercambistas (ou para quem sonha em fazer as malas algum dia), mas não consegui resumir tudo o que queria e acabei dando um extra aqui... hehehe



Vamos lá:

1 - Faça uma análise sobre seus gostos e aptidões, pois isso vai ajudá-lo muito no direcionamento da escolha para escola/acomodação. Não gosta de dividir quarto/banheiro? Tem alergia a pelo de animais? É extrovertido? Não come carne? Anote tudo (sim, no caderno mesmo!) e informe ao profissional  da agência, pois o intercâmbio perfeito começa dentro de você!;

2 - Leia tudo o que puder sobre a cidade e o país escolhidos. É sempre bom - e educado - mostrar que você teve interesse pela cultura daqueles que vão te receber;

3 - Intensifique os estudos do idioma. Geralmente, as escolas fazem prova escrita e,quanto mais você se dedicar, mais avançada será a sua classe. Para quem não tem fluência no segundo idioma, ao menos aprenda as palavrinhas mágicas: Bom dia, por favor, com licença, obrigada, até logo. Parece bobagem, mas isso faz MUITA diferença;

4 - Não forme grupos apenas com brasileiros. Além de não exercitar o idioma, você perde grandes oportunidades de conhecer outras culturas e descobrir coisas maravilhosas que nem os livros de História contam!;

5 - Culturas diferentes, casas diferentes, relações diferentes. Assim, não ache que a sua nova família tem que dar os mimos que você tem todo santo dia. O seu amado café com leite pode não ter aquele gosto brasileiro,  mas nem por isso é ruim! Se decidiu ir a outro país, aprenda a conviver com as diferenças!;

6 - Tenha um bom livro; 

7 - Visite parques, ande de bicicleta, patins ou, simplesmente, deite na grama. É impressionante como essa simplicidade revigora a alma e faz você acreditar que o mundo tem muito chão para ser visitado!;

8 - Aquele super sapato de salto não é essencial na sua bagagem. Num outro país, tudo o que você vai querer é conforto e praticidade, mesmo sendo a maior "rata de balada". Troque por aquele salto baixinho e tenha uma diversão garantida;

9 - Cuide bem do seu dinheiro e não dê informações sobre a quantidade que possui a colegas. Na empolgação das novas amizades, tem sempre aquele que solta "Trouxe muito dinheiro!"... Cuidado!;

10 - Vá a lugares que nunca imaginou ir, experimente comidas que nunca lhe pareceram tão legais, converse com os motoristas de ônibus, garçons, taxistas, vendedoras de lojas... Eles têm muito a ensinar e, na maioria das vezes, proporcionam boas gargalhadas;

11 - Divirta-se! E saiba que, de longe, essa é a melhor experiência da sua vida!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sobre fazer intercâmbio #3: Viajando com a STB

Escolhido o destino do intercâmbio, chega a hora de buscar profissionais competentes para te orientar na escolha da escola, da hospedagem, dos documentos necessários, da assistência médica e, claro, no acompanhamento da sua planilha orçamentária. Além disso, para te dar dicas extras e acalmar o nervosismo (sim, uma hora, ele irá aparecer!).

Foi por isso que escolhi a STB, que já é bem conhecida pelo excelente trabalho não só na capital sergipana, mas em todo o Brasil. Eles explicam todo o processo da sua viagem com tranquilidade e são super organizados, o que proporciona uma relação de confiança com o intercambista, sabe?

Organização (e fofura!) na entrega dos documentos pela STBAracaju

Na franquia Aracaju, contei com o super apoio da Thiara e do João, que, na verdade, não estão à frente da organização com o intercambista, mas são meus amigos pessoais e fizeram questão de acompanhar tudo de-ta-lha-da-men-te!!!


Thiara participou cuidadosamente de todas as minhas escolhas! Amiga é tudo de bom, né?!
Há quem pense em planejar o intercâmbio inteiro sozinho, sem a ajuda de profissionais capacitados, alegando ser adulto, ter maturidade de sobra para se virar e gastar menos. Bom, não estou aqui para ditar regras, mas acho uma escolha bem arriscada porque, veja bem, você está saindo do seu país e as coisas nem de longe estão sob o seu controle.

Concordo com o "fazer sozinho" se o assunto for viagem nacional porque ODEIO roteiros de excursões e aquela "percepção em série" de um mesmo destino. Porém, isso é assunto para outro post... Vamos continuar aqui.

As agências de intercâmbio têm referências, identificam o perfil do viajante e sabem direcioná-lo na escolha da escola e da acomodação, os dois itens cruciais da sua viagem. Sejamos bem realistas: quando o assunto é aeroporto/hotel/passeios, muitas vezes não conseguimos resolver todos os problemas sozinhos no nosso país sem a ajuda de profissionais capacitados, imagine fora dele!

Se a dúvida for em relação aos gastos, saiba que engana-se quem pensa que contratar uma agência é algo mais dispendioso. As empresas repassam os próprios valores disponibilizados em seus sites. O gasto extra é com a taxa da agência (a da STBAracaju foi R$ 387, mas há descontos para alguns conveniados), afinal é o trabalho deles, né?!

Claro que, aos poucos, alguns serviços podem ser redirecionados, até porque a viagem lhe permite contatos e experiências locais, mas isso depende da experiência de cada um e só é possível descobrir após a primeira viagem.

O que poso garantir aqui é: um bom acompanhamento profissional evita muitas dores de cabeça!

Beijo!

P.S: Já viajou pela STB? Conte aqui nos comentários!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sobre fazer ntercâmbio #2: como o destino escolhe o destino

Quando me perguntam como e por que escolhi Buenos Aires para fazer meu primeiro intercâmbio, sempre respondo que "a vida escolheu por mim".  Por mais piegas que isso pareça (e pelas três viagens que planejei, sem êxito, para a Argentina) é a mais pura verdade.


Mafalda, a grande responsável pelo meu intercâmbio (Foto: Maíra Ramos)

Só para você ter uma noção: em 2006, cursava paralelamente dois idiomas no Instituto Canadá. Com a minha monografia, em 2008, tive que largar o Inglês, pois também era a conclusão do Espanhol e eu preferi me formar com uma língua estrangeira fluente. No mestrado, ingressei com um projeto sobre a Revista Capricho e, por algumas restrições acadêmicas, fui "conduzida" à mudança do objeto de estudo. Precisava, então, de uma abordagem inteligente, desafiadora, mas que me desse prazer em estudar, que me fizesse rir. Foi assim que surgiu a ideia de estudar a Mafalda, personagem do desenhista argentino Joaquín Salvador Lavado, o Quino.

Capa da dissertação do Mestrado
De lá para cá, uma série de coisas (boas e ruins) aconteceram, mas, na verdade, acredito que tudo estava me levando ao momento certo de "sair de cena" e de conhecer a Mafalda mais de perto , no seu lugar de origem. Espanhol concluído, término do mestrado com objeto de estudo argentino, desejo antigo de conhecer as terras vizinhas... Foi tudo tão natural que defendi a dissertação num dia e, no outro, estava... no aeroporto!!!!

O encontro do ano!

Assim como Paris não é só o Louvre, Buenos Aires também não é só a Mafalda, nem o tango, nem carne+vinho. Toda a cultura argentina já  me era fascinante mesmo antes de pôr os pés na Casa Rosada. A admiração, neste caso, já contava uns pontinhos positivos para que tudo fosse mais tranquilo.

O destino da sua viagem pode ser uma grande surpresa, mas siga sempre a sua intuição. Isso não quer dizer, porém, que você deva seguir o que lhe é mais cômodo. Uma cidade que lhe pareça desafiadora e dê um "medinho" pode ser uma excelente opção!

É como seguir as pistas de um tesouro, sabe?! Melhor focar sempre no resultado...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sobre fazer intercâmbio #1: a viagem começa dentro de você

Você sempre sonhou em fazer um intercâmbio, já fez um planejamento financeiro e até escolheu o destino dos estudos (e da diversão, claro!). Mas acredite: o começo da sua realização está bem longe das possibilidades financeiras e do lugar mais lindo do mundo. Ele está, literalmente, dentro de você!

Independente do tempo que pretende ficar fora do seu país, o autoconhecimento é a chave para um intercâmbio de sucesso. Digo isso porque os lugares preenchem as pessoas de formas diferentes e cada uma delas, a depender dos seus gostos pessoais,  criará uma imagem particular daquele mesmo destino.  Assim, observe-se e descubra o que você e o país escolhido têm a compartilhar.
 

Se não tolera o frio, não adianta nada ir à Europa no inverno e ficar desejando o sol dos Trópicos, né?! Também não vai dar muito certo criar uma imagem sociável numa residência estudantil compartilhada se você odeia dividir quarto e banheiro, ou se tiver dificuldades em conviver com pessoas de culturas diferentes. Pense nisso!

E lembre-se ainda de que você não é obrigado a visitar todos os pontos turísticos da cidade,  que são praticamente jogados pelos guias turísticos. Faça aquilo que te faz bem, que te deixa feliz e realizado! Se você não curte museus, por exemplo, tenho certeza de que Paris oferece muito mais que os quadros do Louvre! Realize os seus desejos, não os de quem ficou!

O intercâmbio dos seus sonhos é diferente dos meus, dos seus pais, da sua professora, do agente de viagens. Se quer que ele seja perfeito mesmo, comece a viajar dentro você!

Um grande beijo!

Jéssica

sábado, 2 de novembro de 2013

Gracias, Buuenos Aires!

Quando decidi vir a Buenos Aires, trouxe na mala as incertezas de quem jamais viajou sozinha e de quem jamais esteve num outro país. Tive medo de não conseguir me adaptar a um novo país, a uma nova escola, a novos amigos, a uma nova casa... Mal sabia eu que, por quase trinta dias, a Argentina me receberia de braços abertos, do começo ao fim da minha viagem!


Aqui não há feijão e arroz, mas há empanadas, chorizos e alfajoresdivinos ! Não há leite condensado, mas a vida aqui é muito mais doce com o melhor doce de leite do mundo!!!! Não há praia, mas há os bosques de Palermo, onde , depois de doze anos, voltei a andar de patins! Não há Pelé, Ronaldo ou Neymar, mas há Maradona, Messi e Batistuta.


Andar de patins nos Bosques de Palermo trouxe uma leveza enorme para a minha viagem

Não há uma camisa verde e amarela, mas há outra, azul e branca, que faz qualquer pessoa se sentir em paz. Além disso, são as minhas cores favoritas!

Eu poderia ficar aqui descrevendo inúmeras outras coisas, mas tenho uma grande certeza: a mala de volta estará muito mais cheia. Levarei comigo muito mais conhecimento, amigos, experiências e um amor ainda maior por um pais que não é naturalmente meu, mas é do meu coração!!! ️



Muito obrigada, Argentina, pela melhor Primavera da minha vida!